Dia Mundial de combate ao HTLV (Vírus linfotrópico de células T humanas)

Dia Mundial de combate ao HTLV (Vírus linfotrópico de células T humanas)

O HTLV-1 foi o primeiro retrovírus humano causador de doença infecciosa e neoplásica descrito no mundo. No Brasil, a detecção da infecção pelo HTLV foi introduzida nos bancos de sangue a partir de 1993.

Estima-se que de 10 a 20 milhões de pessoas em todo o mundo estejam infectadas pelo HTLV-1. Todavia, a maioria delas permanece assintomática. No Brasil, estima-se que 800 mil pessoas são portadoras desse vírus.

Apesar do HTLV-1 ter baixa morbidade, alguns indivíduos podem apresentar a HAM/TSP (Paraparesia tropical espástica/mielopatia associada ao HTLV-1) ou uma forma de câncer hematológico chamada ATL (leucemia/linfoma de células T). Essas doenças acometem 1 a 5% dos portadores do vírus HTLV-1.

A HAM/TSP é uma doença crônica em que há comprometimento da medula espinhal, usualmente de início lento e progressivo. Os sintomas principais são alteração de força nas pernas, retenção urinária, obstipação intestinal e dor nas pernas. A doença afeta mais mulheres do que homens, geralmente na quarta ou quinta década de vida. Apesar dos esforços em pesquisa, os fatores que favorecem o surgimento da doença nos pacientes portadores do vírus não são conhecidos. O mesmo acontece com a ATL, que muitas vezes pode ter evoluçãocom desfecho fatal.

 

Destacamos que apesar da sua disseminação em diversas regiões do nosso país e do mundo, o HTLV não está relacionado nas listas de doenças negligenciadas da Organização Mundial da Saúde. Dessa forma, a falta de conhecimento sobre a doença dificulta o diagnóstico da infecção e prevenção da transmissão do vírus.

As principais formas de transmissão são: aleitamento materno, relação sexual desprotegida com pessoa infectada, e contato com sangue infectado.

 

Assim é importante que se dissemine informação sobre este vírus na sociedade e amplie o controle das suas formas de transmissão, como por exemplo a triagem do vírus durante o pré-natal, o que infelizmente não está disponível na rede pública de saúde.

No dia 10 de novembro, diversas ONGs de portadores juntamente com a Sociedade Internacional de Retrovirologia farão ações voltadas à informação e alerta sobre essa importante infecção ainda pouco conhecida.

Site oficial : www.retroviroses.com.br